Mais um pra conta… E que UM! Rock in Rio 2017!

Depois das intensas semanas de pré-produção, finalmente chegou o grande dia. 24 de setembro: o dia do encerramento da edição 2017 do Rock in Rio – e também o dia em que eu estreei no festival. E, como se não bastasse, foi uma estreia dupla: no Palco Mundo, com o Capital Inicial; e no Palco Sunset, com o Sepultura. Foi um grande desafio, até porque os shows foram em horários colados um no outro.

Cheguei ao Palco Sunset para o Load In do Sepultura às 6h manhã. Tínhamos 3 horas, das 6h10 às 9h10, para fazer a montagem e soundcheck. Coordenei toda a montagem da estrutura e backline até por volta das 7h45, quando passei o bastão para o Bruno Gomes, que fez a produção no dia do show. De lá, corri para o Palco Mundo, onde às 8h já iniciamos o Load in do Capital Inicial. Tudo seguiu conforme o cronograma: backline descarregado e montagem primeiramente no backstage; tínhamos até meio dia para finalizar. Paralelamente, a crew do Red Hot Chilli Peppers terminava o soundcheck e a montagem dos painéis de led. Puta privilégio ver os gringos trampando, ali, ao nosso lado.

 

Depois, tivemos das 12h às 14h para o soundcheck do Capital Inicial (e fizemos esse vídeo timelapse aí de cima para você ver um pouco da dinâmica de um palco neste momento). E, por mais que estivéssemos com tudo sob controle, há momentos na vida em que situações não planejadas aparecem para testar nossa resistência. E foi o que aconteceu durante a passagem de som: problema no áudio, com a entrada de um ruído bem grande no PA, parecido com o problema que tivemos no Festival João Rock. Fizemos todos os testes e chegamos à conclusão que tratava-se de uma questão de energia, novamente. O multicabo coaxial digital estava dando interferência e com aquele ruído seria impossível fazer o show. O tempo passando e os portões do festival foram abertos, o público começou a entrar e a gente ali, quebrando a cabeça para resolver o enigma do show que começaria em poucas horas.

Montamos uma força-tarefa. Gabriel, da Loudness, que cuida do nosso sistema de P.A.; Peter, da Gabisom; Mazzei, nosso técnico de PA; Markinho Maluf, da Epa. Todos em reunião na house para tentar solucionar o problema. A saída foi trocar o multicabo do digital para o analógico. Todo o sistema foi religado e com autorização da direção técnica do festival fizemos um line check geral já com o público no recinto, o que não costuma ser comum ou permitido, mas foi uma exceção devido ao problema que tivemos. Com tudo religado, rapidamente fizemos o line check, o soundcheck e tudo voltou a funcionar!

passosAssim, a estrutura ficou montada  para o show, que abriu o Palco Mundo às 19h, na sequência do tradicional espetáculo de fogos de artifício. A energia do público estava contagiante, foi impressionante de ver lá de cima! Terminando o Capital, às 20h, corri para o show de encerramento do Palco Sunset, do Sepultura, que começou logo na sequência. Quem foi ao Rock in Rio sabe que um palco não é pertinho do outro e pela quilometragem registrada no aplicativo aqui do lado, dá pra ver que não foi brincadeira… Cheguei no Sunset com o show rolando. Fiquei até o final, acompanhei a banda no camarim e, na sequência, retornei ao Palco Mundo para finalizar o Load Out do Capital Inicial, enquanto o Bruno finalizava o Load Out do Sepultura. E, assim, concluí os trabalhos pela noite.

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Palco Mundo durante show do Capital Inicial
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Palco Sunset durante o show do Sepultura

Sabe aquela lista de coisas que temos como meta fazer na vida? Pois trabalhar no Rock in Rio foi mais um “check”! Estar em um dos  maiores festivais do mundo, viver todos os momentos de perto, desde o load in até o load out foi a maior emoção. Minutos antes do show começar, olhar para o público e ver 100 mil pessoas esperando para curtir tudo o que você ajudou a montar, é muito eletrizante. Que sensação “dar o play”, ao término dos fogos de abertura do palco, e ver o show começando… Adrenalina, frio na barriga e muita satisfação em presenciar tudo aquilo!

Muito obrigado a todos os envolvidos neste sonho, que de alguma maneira contribuíram para essa experiência que vou levar para sempre na minha bagagem! Sepulcrew e Crew Capital Inicial, vocês destruíram!

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