12 dias, 8 shows, 5 países

Foi quase uma maratona! Viajar por 5 países em um período de 12 dias seria corrido até se estivéssemos em férias. Mas não era o caso. Estávamos todos trabalhando, e muito, para fazer acontecer os 8 shows programados para a Latin America Tour do Sepultura. E assim foi: dia 20/10, em Buenos Aires (Argentina); 21/10, em Santiago (Chile); 22/10, em Coquimbo (Chile); 24/10, em Lima (Peru); 26/10, na Guatemala; 27/10, em León (México); 28/10, em San Luis Potosi (México) e 29/10 em Puebla (México).

O desafio foi ainda maior pelas distâncias entre os locais, já que maioria dos deslocamentos teve que ser feito de avião. E cada país tem uma forma de trabalhar e uma rotina diferente para imigração, entrada de equipamentos e desembaraços aduaneiros. Somado a isso, foram poucas horas de sono, comia quando dava tempo, e tentava sempre manter a energia e a disposição, uma vez que toda a logística da banda, crew e equipamentos, check-ins, vans, imigração, estavam sob minha responsabilidade.

E haja controle emocional para cuidar de todos os detalhes! Em uma tour como essa, não se trata apenas de ir para o palco, montar e fazer o show. Envolve muitos detalhes! Estar em outro país requer atenção redobrada em tudo: logística, hospitalidade, cuidar desde a lavagem das roupas dos artistas até o conforto do pós show, zelar também pela crew, para que todos estejam bem e assim ter todo o time ao seu lado para todos os desafios; revisar a todo momento a pré-produção para que nada saia do controle, e fazer os ajustes sempre que necessário no meio do caminho.

Resumo da ópera: foi cansativo, mas foi sensacional! Pude sentir na prática como é difícil fazer shows na América Latina, conhecer e vivenciar as culturas das produções em cada país, e ver que no Brasil estamos bastante evoluídos neste sentido, mas que ainda temos muito que aprender! Me coloquei à prova, estive em ambientes e situações desconhecidas que me obrigaram a abrir a mente para novas formas de trabalhar, e ainda assim conseguimos realizar tudo que foi planejado para a banda e crew!

Acima de tudo, percebi que, enquanto estivermos determinados a fazer acontecer, dificilmente aparecerá um desafio que não possa ser vencido! Foram apenas 8 shows, mas foi tão intenso que pareceu uma vida. Tudo, a cada momento, é um desafio, sempre com algum aprendizado para levar na bagagem.

Obrigado a Sepulcrew (Mike, Arthur, Waltão, Dedé, Dante), a Banda Sepultura pela confiança (Andreas, Paulo, Eloy e Derrick), aos Managers por entregar essas responsa e confiar no meu trabalho, dando todo o respaldo para que tudo corresse bem (Tom Gil e Rodrigo Abecia).

Nos próximos posts, vou trazer um pouco mais dos perrengues vividos em alguns dos shows dessa tour. Fiquem ligados!

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